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DESALENTO MOMENTÂNEO, JÁ VOLTO COM A ESPERANÇA

Eu estou de novo
Entupido de palavra
e revolta
Se não escrevo
Vomito verso
Se não ponho pra fora
Grito a esmo

Escrevo por ócio
Por desafeto
Por desacato
Por necessidade
Por trabalho
Por fome e por desfastio

E o que eu grafo
Não se mede em metro
Mas poderia
Muito do que eu digo é esculhambo
cambalacho
Esculacho
Desforro
Desaforo ao erudito
Desafeto
Se apertar eu nego
Não creio nem duvido
Sou um sub ser vivo
Que desafia o concreto
E cutuca com versos
O perigo
Ama o difícil
O desvalido quer válido
Despreza o perpétuo
Donos do poder
Esses que já deveriam ter ido
Mas ficam

Não me culpe
Pela revolta
Pelas letras tortas
Mas já não creio
Em volta por cima
Cipó de aroeira
Nas costas de quem mandou dá
Tudo parece que dá
No mesmo
Ao Deus dará

Isto não é desencanto
É só desalento momentâneo
Já volto com a esperança
Com a espera de séculos...
Célio Pires de Araujo
Enviado por Célio Pires de Araujo em 03/07/2006
Reeditado em 10/07/2006
Código do texto: T186752

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Sobre o autor
Célio Pires de Araujo
São Paulo - São Paulo - Brasil
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