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Vagas

Recostei-me e minhas águas passavam
Do quanto mapeando em mim
O que parece não ter fim
Eram galerias de minh’alma a desaguar

Sou mar de tormenta e calma
Em ondas chego-me à beira-mar
Em correntes vou ao encontro oceânico
Que me absorve no furor do silêncio abissal

A quem possa interessar
Deixo meus bens em vida
Se à vida houver o que herdar

Não deixo dinheiro
Não deixo tesouros
Deixo escritos e proscritos
Como porto de salvação
A quem, não sei... talvez seja vão

Ato-me a um punhado de infinitos
Como um clandestino agarrado a uma corda
Mergulho destinado já sem fôlego
O rosto para os que me vêem
É o que resta do que ainda é só o que convém restar

Afundo ao largo das coisas que passam
Assim como agora passo como fria tarde preamar
leandro Soriano
Enviado por leandro Soriano em 06/07/2006
Reeditado em 21/10/2007
Código do texto: T188455
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Sobre o autor
leandro Soriano
Santos - São Paulo - Brasil, 59 anos
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leandro Soriano