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Poema ao catador de papéis

catas o lixo
como te constatas
ausência de tanta
eficácia

carpes a vida
intransformada
repetição do que é tudo
em nada

buscas as letras
de verbos intransponíveis
que nem precisam de olhos
para serem lidos

fardos que sintas
em tuas costas
de consumir verbos
que nem notas

e lavras o lixo
em concordata
numa digressão
desmatemática.
Aurélio Aquino
Enviado por Aurélio Aquino em 06/07/2006
Código do texto: T188913
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
Aurélio Aquino
João Pessoa - Paraíba - Brasil, 64 anos
375 textos (11647 leituras)
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Aurélio Aquino

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