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diálogo inconseqüente à 22ª hora do dia

- me namora.
- não te namoro.
- por quê?
- você não presta.
- você me detesta?
- não, te oriento.
- como?
- você é o resultado da inoperância.
- não tô procurando emprego.
- você é o mancebo que não teve infância.
- são apenas rimas, não é nada.
- você é encabulado e, às vezes, sofista.
- não saio da lista, desculpe.
- que lista?
- dos seres humanos.
- não julgue os outros por si.
- mas é que você é a minha princesa. Surpresa?
- balela.
- princesa da minha existência.
- funesta.
- você me detesta?
- não, te oriento.
- como?
- não saia daí, eu te agüento.
- estou sempre por perto.
- só te namoro de manhã.
- está certo, está perto, é logo...


Rio, 30/06/2006
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 08/07/2006
Reeditado em 30/10/2006
Código do texto: T189729

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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