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Cravo imperfeito

Quedei-me aos encantos da rosa,
Logo eu um cravo imperfeito,
A hortência olhou-me chorosa,
Por ver o seu sonho desfeito.

Na camélia, também atraente,
Depositei sonhos sem fim,
Enquanto a dália, contente,
Esperançosa sorria pra mim.

Flor-de-maio, ingênua e pura,
Recusou-se a ser meu bem-querer,
Não levei à conta da desventura,
Minha alma se recusa a sofrer.

Só me resta dar-lhes a costa,
Eu vou me mudar de jardim,
Não gosto de quem me gosta,
Quem gosto não gosta de mim.

José Antonio Siqueira
Enviado por José Antonio Siqueira em 08/07/2006
Código do texto: T189774
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Sobre o autor
José Antonio Siqueira
Itariri - São Paulo - Brasil, 67 anos
33 textos (1630 leituras)
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José Antonio Siqueira