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limpando a casa eu achei:

As lágrimas que rolam no meu rosto, nada são do que meu espírito se libertando, mesmo que aos poucos, de toda a dor que me consome aqui dentro.

Vai se joga no abismo,
Não vou te segurar,
Vai viver sozinho,
Vai aprender a não me ter.

Sabes bem o caminho que traça,
Sabes o destino que te aguarda,
Vai se joga nos braços de quem não te ama,
Afoga tuas magoas em outro peito.

Acaba com minha garganta,
Porque não consigo te dizer metade do que penso.

Vai!
Vai ficar sozinho,
Vai buscar teu destino,
Não precisa de ninguém ao teu lado.

Vai!
Não olha para trás,
Não me engane mais,
Não mereces si quer uma lágrima,
Não mereces nem mesmo magoa,
Não mereces estar aqui.

Aqui,
Rasgando meu peito,
Destruindo a alma,
Enganando quem te deu sustento.

Vai!
E não volta,
Não me olhe,
Não chame me,
Se não sabes dizer a verdade,
Então não diga nada,
Não me distraia,
Vou caminhar pela praia,
Em direção a esse mar de desespero,
Vou me afogar em magoa.

Aproveita,
A juventude que eu não tenho,
A inocência que perdi,
O coração que te dei.

Se iluda,
Se engane nessa mágica,
Que só quadris novos sabem fazer.

Vai roubar beijos,
De peitos que não tens,
Vai procurar sustento,
A quem não vai doer te dizer adeus.

Vai,
Leva contigo esse sentimento,
Leva contigo toda a felicidade,
Leva contigo a inocência,
Leva contigo o que resta mim,
Leva contigo a alegria.

Vai,
Porque sei ser triste,
Porque sei viver sozinha,
Porque eu sei muito bem viver sem ter você.

Não quero mais,
Nem tuas mentiras,
Nem tuas juras,
De quem um dia volta,
Não quero nem mesmo mais ver teu rosto,
Não sei dizer o que é verdade ou mentira,
Dessas palavras derrubadas da tua boca.

Já não sei quem você engana,
Se é a mim,
Ou a qualquer outra.

Talvez eu te engane,
A cada dia sendo uma,
Cada dia sendo eu mesma,
Cada dia mostrando a verdadeira face,

Desse monstro sem sentimentos que me tornei.

Vai joga,
Toda essa história ao relento,
Todo o sentimento no lixo,
Rasga todo e qualquer registro,
De que um dia fomos um,
Porque aqui dentro,
Sempre fui só eu.

Conta tuas mentiras para outra.
Tuas falsas conquistas para quem as compra,
Vai enganar outra,
Procura outros olhos cheios de brilho,
Para que você possa aos poucos apagar,
Exatamente assim que fez com os meus.

Vai viver cada dia devagar,
Vai esquecendo tudo que fazes,
Porque o que te acontece ontem,
Não faz qualquer diferença,
Porque hoje esta no mesmo lugar.

Esse abismo que agora olhas,
Se procurar bem,
Vai ver meu corpo,
Sem rosto,
Lá embaixo,
Porque já fiz,
Essa escuridão da onde te tirei,
Tornou-se minha,
Eu sou agora rainha,
Do reino onde você nunca foi rei.
Claudia Rayzer
Enviado por Claudia Rayzer em 08/07/2006
Código do texto: T190037

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Sobre a autora
Claudia Rayzer
São Vicente - São Paulo - Brasil, 31 anos
139 textos (6844 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 05/12/16 08:39)
Claudia Rayzer