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O Mudo

Claro está
que nunca falei o que fosse pra tê-la aborrecido,
pois não há
o que essa boca pudesse um dia ter produzido,
sem falar
nas noites e madrugadas em que eu, desadormecido,
quis tentar,
entre risos e gargalhadas meu olhar tão envolvido,
te contar
com toda a minha vontade que, eu ter te conhecido,
era estar
no próprio topo do mundo, achando que tinha podido
encontrar
alguma felicidade nos dias que tinha vivido.

O dia vinha surgindo.
Levantei-me cedo da cama
pra te dizer o que nunca pude,
pra te dizer o que nunca soube.

Mas não estavas ali pra ouvir
o que eu não podia falar,
mas que irias logo entender,
nem que o passarinho que fosse chegar
a voz pudesse me oferecer
na brisa fresca da manhã sem sol.

Assim são os dias pra mim,
sem ti a meu lado pr’eu ver
a chance de nunca eu ter
podido teu nome chamar...
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 14/07/2006
Código do texto: T193585

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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