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O palco


Na cena mais esperada
Minha atenção foi desviada
Por uma senhora de bochechas rosadas.
Pensei ser minha avó, Não era!

Tentei unir algumas cenas
Pra entender por que
Todos quase que no
Mesmo instante se calaram.

Hô ate quando seguirei perdendo?
Tudo bem era apenas uma peça,
A qual eu assistia pela Terceira vez.
Pelo menos foi isso que disse minha
Facções residentes
Em meu inconsciente.


Após breve pensamento
Vi de certo que a platéia
Em uníssono aplaudia.
Simplesmente meus ouvidos
Detectavam nada!


Foi nesse instante de desespero
Que aquela senhora de bochechas rosadas
 Pegou em minhas
Mãos e fixando seus olhos
Nos meus disse:


- Não perca tempo, agora é a sua vez
De entrar em cena.
- Como? Nunca cursei teatro!
Não sou artista.
- Isso é o que diz seu medo.
Quem ensina o pássaro a cantar?
Quem ensina a criança á
Abrir e fechar os olhos?


Suba no palco seja você!

- Espera aí minha senhora,
A platéia fala, mas meus
Ouvidos codificam som nenhum.


- Enquanto for incapaz de receber
Os golpes da vida, os pedidos de bis,
Ou os resmungos de uma platéia
Não satisfeita, de hoje em diante
Seguirá sem ouvir nada,
Pois é isso que resta
Á quem se esconde atrás dos medos.


Ela me disse adeus e não sei pra
Que lado ela foi, mas tenho certeza
Que foi ela quem me deu 6,5
No último ato.









Um musica que canta temas eternos da Vida de Todos e  um pouco mais.



Esperendo por mim.


(...)

O tempo todo
Estou tentando me defender
Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria
arrogância
Esperando por um pouco de afeição
Hoje não estava nada bem
Mas a tempestade me distrai
Gosto dos pingos de chuva
Dos relâmpagos e dos trovões
Hoje à tarde foi um dia bom
Saí prá caminhar com meu pai
Conversamos sobre coisas da vida
E tivemos um momento de paz
É de noite que tudo faz sentido
No silêncio eu não ouço meus gritos
E o que disserem
Meu pai sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Minha mãe sempre esteve esperando por mim
E o que disserem
Meus verdadeiros amigos sempre esperaram por mim(...)







Jane Krist
Jane Krist Coffee
Enviado por Jane Krist Coffee em 17/07/2006
Reeditado em 03/12/2010
Código do texto: T195730

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Sobre a autora
Jane Krist Coffee
São Paulo - São Paulo - Brasil
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