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Ainda que  você me olhe,
E em meu semblante consiga ver
O amor que transborda de meu ser,
Ainda assim, você me desentende. 

Ainda que eu lhe revele minha alma,
O que só quem toca os céus escuta,
Ainda assim, você estará ensurdecido,
Pela tua ignorância, pelo teu egoísmo. 

Ainda que você queira ver em mim,
Somente o que teus dedos podem sentir,
Ainda assim, você não conseguirá extinguir,
A melhor parte que me faz existir. 

Ainda, na inocência de minhas emoções,
Que não percebem o quanto me fazem sofrer,
Vivo, mesmo que não consiga desfazer o mal feito,
Do que sinto, do que carrego em meu peito. 

Mesmo que fique no silêncio este amor,
Que arde, queima e me consome,
Mesmo que nunca veja o inverso desta dor,
Indiferente, meu coração me move. 
LuRubia
Enviado por LuRubia em 19/07/2006
Reeditado em 28/05/2010
Código do texto: T197608
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre a autora
LuRubia
São Paulo - São Paulo - Brasil, 49 anos
229 textos (8236 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 12:39)
LuRubia