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desertar

proferiu-me a tua palavra
contudo, perdia-a no vão da memória
nalgum beco do hipotético pensamento
foi-se...

teu dito: recém par do silêncio
deixou-me  a respirar o álcool do vazio
desdobrando-me lisérgica
em amplidão e profundo

açaima a palavra devoluta!
o éter, da minha, pede passagem
para detergir a locução subjetiva
e purificar o sentido da linguagem

sou do desatino
és da  insensatez
e a tua palavra, tornou-se talho
de expressão...perdida
no entre da minh'alma

sobre os lábios, a tua ausência
escorre  fria ....
e no cerrar das pálpebras
fecho a imagem ressentida
marcia eduarda
Enviado por marcia eduarda em 20/07/2006
Código do texto: T197731

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Sobre a autora
marcia eduarda
São Paulo - São Paulo - Brasil
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marcia eduarda