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Fome de Poesia

Afinal, chegamos ao dia
Em que a fome
Deixa de ser prato
Para ser poesia
Em que a vida deixa de ser aterro
Para ser alento
De ser solidários, e,
Embora solitários
Tornamo-nos humanos.
Em que deixamos de ser vagos
Para ser concretude
Em que o sonho
É rasgado pela compulsão.

Enfim, chegamos ao dia
Mas  o dia não é hoje não...
É o dia da eterna poesia
Que poderá ser hoje...
Teria que ser todo dia.
Mas poesia não tem constituição
Nem na Constituição.
Poesia deveria ser lei, deveria
Cumprida sob pena de vida
De fartura e abundância
Hoje e em todos os dias
Para o seu fiel cumpridor
O POECIDADÃO.
Dulcilene Soares
Enviado por Dulcilene Soares em 29/07/2006
Código do texto: T204672
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Sobre a autora
Dulcilene Soares
Gandu - Bahia - Brasil, 46 anos
7 textos (1617 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 20:45)
Dulcilene Soares