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COMO O DEMÔNIO INVENTOU O SERROTE




O nosso bão SÃO José,
Que viveu em Nazaré.
Era tombem marcinêro;
Ficava em sua oficina,
Carregando sua sai,
No trabáio, o dia intero.

Um dia, veio o Capeta
E ispiando pelas greta,
Quis o Santinho tentá;
Cum paciênça, isperô
Que o Pai de Nosso Sinhô,
Fosse um poço discansá.

E aquela Peste Danada,
Pegando a faca amolada,
Feiz nela mais de cem dente!
São José, desta manêra,
Ao usála na madêra,
Ficô todo sorridente.

A faca cortava mais,
Pra raiva de Satanaiz,
Que danô a pragueja!
E, mais tarde, o Demo ataca,
E bota os dente da façam
Um pra cá, ôtro pra lá...

São José vorta a oficina
Pegando a faca, a ixamina
E a exprimenta, novamente,
E sente que a faca torta,
Aquelas madêra corta,
Munto mais rapidamente.

O Diabo então desiste
E se afasta, munto triste,
Dando mais de mil pinote!
A história vem nos dizê,
Que o Demo, ansim sem querê
Foi o inventô do serrote!

É prurisso que se diz
Que, com Deus se tá feliz,
Num pércisa se assusta!
Quando tudo tá perdido,
Nosso Pai, mesmo iscondido,
Logo vem nos ajudá...
Marcos Coutinho Loures
Enviado por Marcos Coutinho Loures em 29/07/2006
Código do texto: T204963
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Sobre o autor
Marcos Coutinho Loures
Muriaé - Minas Gerais - Brasil, 80 anos
29 textos (3212 leituras)
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