Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Mão sedenta

Vou rasgar esse peito!
Tirar as costelas do caminho rejeito
Sentir quente sangue na sedenta mão
Sedenta por você, latente coração

Essa mesma mão cansada por ti
ainda tem forças para te esmagar
querendo cessar seu efeito pulsante!
Pois essa alma quer caber em si!
Mesmo que por curto instante!
Arrrr...
Aperto-te como aflinges meu peito...
Arrrr...
Chega de tanto arder em mim!
Arrrr... isso! Pare! PAREEEE!!!!

trim, trim, trim, trim

Hein?! Ah... Que sonho!
Droga, já estou atrasado!
Tomo um café medonho feito por mim
e tenho que ver como vou arrumado...

Um cotidiano chato para um chato!
E salto pela porta com o rádio em cantoria:
"sem o amor eu nada seriaaaaa..."

(mais tarde...)

Lar, doce lar...
Vejamos o que tem na TV
Deixe-me esticar no sofá
(alguns minutos depois...)
Zzzzzzzzzzzzzzzzz...

Eu esmaguei-o!!!
Até a mão sedenta ceder
E fracassei, só bate mais firme!

Então em rubro sangue e letras,
fonte no peito aberto em sarjeta,
deixei uns versos em trilha
para quem quiser ver
esse desesperado ao final concluir
como Camões já concluíra:
"Que dias há que n'alma me tem posto
um não sei o que, que nasce não sei onde,
vem não sei como, e dói não sei porquê."
Augusto Sapienza
Enviado por Augusto Sapienza em 30/07/2006
Código do texto: T205083

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
Augusto Sapienza
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
52 textos (2158 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 14:08)