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Alguém no Cais

Eu quis andar pelo cais.
Um frio,
e nas paredes do armazém,
uma mensagem de alguém.

Lata de lixo do cais.
Um carro
abandonado e em mau estado,
e as carícias da água do mar.

Amanheceu. No cais, só eu
pensei me encontrar.
Mas um boné surgiu até
pra me espionar.

Eu me despenquei pelo cais.
Parei.
Um assovio ou um navio
ou o operário que vem.

Lá no início do cais,
um trilho
e um jornal podem viver
sem as carícias da água do mar.
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 04/08/2006
Reeditado em 04/08/2006
Código do texto: T208757

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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