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" Fantasias "


Quando fecho a porta
E toda luz se esvai,
Quando o breu
Se faz presente como visita impertinente,
Eu me transformo;
Viro rainha, princesa nos meus domínios.

Nesta hora,


Eu sou aquela que queria ter sido,
Eu sou maior que minhas mentiras,
Eu sou alta, bela e magra,
Sou seu sonho mais bonito.

Meu vestido é de cetim,
Minha pele sedosa como asas de borboleta,
Sou quem você sempre quis,
Seu desejo mais antigo.

Quando fecho os olhos
E viajo a outros mundos,
Sou sua imagem presente
Me tornando mais ausente;
Como um olhar
Sem ter o que mirar.

Quando fecho a porta
Meu coração se abre,
Minhas inverdades afloram,
Flores mortas
Nesse jardim esquecido.




Ai me tranco, deito.
E fecho os olhos,
Trago todos pra junto de mim,
Sou feliz mais do que mereço,
Tenho sempre pedaços, migalhas.
A repartir.
Paulo Peter Poeta
Enviado por Paulo Peter Poeta em 05/08/2006
Código do texto: T209637
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Sobre o autor
Paulo Peter Poeta
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 47 anos
20 textos (1225 leituras)
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Paulo Peter Poeta