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A LUTA CONTINUA

Foram palavras ditas
À porta das fábricas
Sob bancos toscos
A falar do arrocho

Sem pão não se pode sobreviver
A palavra mudou  a região
Pensava-se, com essas palavras
Ia se mudar a nação.

De barba todos se cingiram
Para igual a ele ser
Nos sindicatos trabalhadores pacatos
Guerreiros viriam a ser.

Décadas de luta
Mas se chega ao poder
Poder para que?
Se a luta não pode vencer?

A fome na porta está
A fabrica a porta fechou
E os guerreiros desempregou
A que ponto um banquinho nos levou.

A corrupção deslavada
A mentira usada
O loteamento das empresas nacionais
Em prol de quem os levou ao poder

Essa a razão do funil
Onde se encontra o Brasil
É grande, forte e poderoso,
Mas seu povo,
Pobre, endividado e cabisbaixo!


Mas também acho
Que por todo despacho feito
Agora só tem um jeito
Limpar a área e ficar

Crendo que trabalho feito
Gera um efeito perfeito.
Povo fiel companheiro
Vai lutar para mudar!

Denise Figueiredo,
Faz parte  da Antologia Abrali.
TERRA LATINA
Antologia Internacional
ISBN 85 905170-2-0
Denise Figueiredo
Enviado por Denise Figueiredo em 06/08/2006
Reeditado em 05/07/2015
Código do texto: T210547
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Denise Figueiredo
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 67 anos
313 textos (14442 leituras)
16 áudios (2928 audições)
5 e-livros (193 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 00:43)
Denise Figueiredo