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Seria Assim


nada mais queria que fazer poesia
poesia que cantasse as flores
dessas que exalam excelsos odores
para narizes da elite, como Afrodite

que adornam peruas com ares de codorna
gente que pensa que é, se transforma,
imagina ser
o que gostaria, mas não são, por não poder
com mísero dinheiro comprar.

comprar posição social, fazer bacanal
fazer festa e seresta
 para pobres olhar pela fresta,
como pobres socorristas a percorrer o umbral.

não ter medo de ser verdadeiro, brigar com o mundo
inteiro pelas verdades universais
do cruzeiro ao real, do governo brasileiro
que se diz democrata,
mas todo dia seu povo mata.

pela miséria, pela fome, desemprego na cidade grande
na pequena, não se sabe onde
se morre de inaninação,
e viva a nação.

a nação brasileira , de brava gente
que segue à frente
mesmo doente.

na porta do hospital
cheia de gente
aplaude o demente
que faz discurso para o nosso povo
ser enganado de novo.

das pessoas que que sentem ultrajadas
continuam violentadas
boca fechada e viva a democracia
da hipocrisia
que talvez um dia há de trazer pra gente
discurso diferente, desde que até lá o povo aguente
tanto sofrimento, salvaguardando a cultura
de um povo que hoje aplaude a ditadura.
mas a democracia é o direito de expressar
mesmo que para isso seja preciso poetar.


GDaun
Enviado por GDaun em 08/08/2006
Código do texto: T211608

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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