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CABOCLO MENINO

Cheira a terra, aquele aroma da chuva misturada a poeira,
vida de menino, franzino porem forte, lépido e faceiro,
vida de Caboclo, meio índio, talvez ai explique tua essência,
ingênuo o bastante para nos fazer sorrir,olhos tímidos,
perdidos em algum ponto distante,quem sabe em sua própria história,
tem algo que nos mostra ser livre, mas suas mãos calejadas,
pela lida diária no trabalho na terra,
nos da outro significado a liberdade,
a de cumpridor de tarefas,duras, porem no seu entendimento
gratificantes, vive em um pedaço de chão com os seus.
O novo a ele, se traça em cada amanhecer,
mesmo sabendo ser árduo as horas a seguir
a empunhar o cabo de uma enxada.
Seu mundo embora pequeno se comparado ao resto,
ainda assim és grande o bastante,
para aquele que não se perde em sonhos, mas no que realiza,
Caboclo ainda menino,espera pelo florescer de um amor;
Caboclo que ainda se faz menino,as vezes teme pelo que pode vir;
Caboclo esperança,bebe e come de teu suor;
Caboclo verdade cura tuas feridas,e sufoca a sua dor;
Caboclo saudade esconde as lágrimas;
Caboclo pensamento, se vê ancião, dono não das certezas,
mas das cicatriz, marcas deixadas pela sua interminável construção
de um Mundo moldado por tuas mãos, moldado a tua vida.
 
Manoel Denys
Enviado por Manoel Denys em 14/08/2006
Reeditado em 03/04/2008
Código do texto: T216050
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Manoel Denys
São Paulo - São Paulo - Brasil
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