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Suor de Alegria


Terra tombada e gradeada
Sulcos em níveis feitos
Calcário à tirar a acidez
Adubação mês a mês

Cortada em pedaços e no sulco colocada
Os cêpos enterrados por maquinaria
Cobertos de uniforme maneira
Aguarda a geminação rotineira

A chuva rega a plantação
Brotos nascem em profusão
Folhas tenras balançam ao vento
Plantas céleres no crescimento

Na época aprazada
Máquinas prontas para a ceifada
Palhas tiradas, hastes sapecadas
Pronto o corte, são transportadas

A moenda já à esperar
Os caules retilíneos a esmagar
Motores ligados , correias se ajustam
Engrenagens dolentes pulsam

O que entra de um lado
Do outro sai separado
De um lado sai o bagaço
Do outro garapa e melaço

Colocados à azedar
Pouco tempo a esperar
Sobe na retorta que esquenta
Serpenteia e no fundo se assenta

O líquido incolor
Cheiro característico
O suor do sacrifício

Está pronta aquela que tem nomes vários
Da branca, da amarela
Saboreada por espertos e otários

É a que realiza sonho e fantasia
Tomada quente ou fria
Alguns leva à desgraça
A nossa velha e conhecida
Amiga, cachaça.
 





GDaun
Enviado por GDaun em 14/08/2006
Código do texto: T216105

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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