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Os interesses rentistas são os mais relevantes do Brasil de hoje. O problema desses interesses é que eles funde o capital produtivo e o capital financeiro, o capital bancário, forçando setores da classe média a se transformarem em rentistas. O problema não é propriamente brasileiro e sim, mundial.
A globalização está trazendo um problema universal em que é difícil prever o que vêm a ser esse século.
A economia mundial vai ser dominada por um pequeno grupo de gigantes mais forte que os governos. Eles vão comandar complexos empresariais funcionando no mundo todo, de modo que um país que
dificulte ou contrarie seus interesses fica ameaçado de perder esses grupos.
Nesse cenário existem grupos de interesses e facções políticas que são a favor de uma política chamada de neo-liberal que implica numa redução do papel do Estado na economia.
No Brasil, 40% da economia é estatal e desse problema mundial onde não dá ainda para prever o que vai acontecer, a sociedade teria então que mergulhar em reflexões para tentar saber se se quer ou não o Estado participando na economia.
Se não mudar esse sistema teria que se criar um outro Estado brasileiro ?
Essa questão no Brasil, talvez seria de ser montar uma aliança produtivista, que significaria restaurar, resgatar a agenda que, o economista Keynes, lançou nos anos 30, que foi simplesmente privilegiar a produção, criando empregos e condições na criação de uma sociedade mais justa nas marcas de um
globo capitalista.
E... aproxima-se a eleições
Outro dia, a gorda e bem nutrida figura do presidiário, o tal juiz Lau-Lau desfilou nos telejornais. O custo mensal dessa falácia prisão gira em torno, aos cofres público, em 420 mil reais. Quer dizer: o cara meteu a mão no dinheiro público e ainda, através de nossos impostos, pagamos o custo dessa falaciosa prisão. Nesta semana, os tais bandidos da farra de Rondônia, foram os que desfilaram nos telejornais sob o enredo se deviam ou não serem algemados.
Fico perplexo ao ver nos meios de comunicação, na opnião pública,inclusive na Internet, e lamentavel, nos discusos e atitudes dessas figuras partididárias, em que não há manifestAÇÕES contra a impunidade e dos tantos e tantos desvios dos recursos público, o nosso dinheiro, volte aos cofres da nação.
Na minha opinião, falando como cidadão e eleitor, penso que as decepções por esses governos que se instalaram por lá, deveriam causar a população um choque de realidade, onde não haveria mais espaço para as ilusões.
Nesse podre sistema é de tontear os pobres eleitores e alguns, se comportam como sempre:
Como fanáticos simpatizantes e torcedores dessas figuras partidárias.
Senhores e Senhoras Figuras Partidárias, Eleitores... Precisamos SIM e desde já-agora de Ações e atitudes: Ações de exigência de punições e que os tantos e tantos desvios dos recursos públicos voltem aos cofres da nação; ação de exigência da verdadeira Reforma e moralização da política onde, o político (presidente, senadores, governadores, deputados, prefeitos, vereadores) passaria a ter apenas vencimentos no valor de uns "tantos" salários mínimos. Todas outras compensações, como moradia, manutenção de gabinetes e outras teriam que sair do seu salário; que estabelecesse um regimento trabalhista, tipo CLT, onde tal político além de ser obrigado a bater cartão de ponto, pudesse também ser demitido por Justa Causa; que acabassem todas as regalias, principalmente a imunidade parlamentar; que fosse proibida os tais recursos federais dos fundo partidário (nosso dinheiro) para campanhas; que se criassem uma junta, tipo banca examinadora compostas por juristas aposentados para avaliarem as leis e projetos idealizados pelos parlamentares... E mais,  "" Fichar todos os corruptos e impedí-los de concorrer a  cargos públicos. Criar um Conselho Supremo Patriota Nacionalista de vigilância permanente sobre as instituições democráticas "" .. Assim, colocaríamos um fim no ato legislar em causa própria; tais como: salário; verba de gabinete, manejos e emendas orçamentárias, fim do foro privilegiado; fim de todos os chamados direitos adquiridos pelo legislar em causa própria, das aposentadorias vitalícias e das conquistadas com oito anos de politicagem. E por aí vai.... Assim, poderíamos ter uma noção da moralidade daqueles que estariam dispostos a se submeterem a tais disposições e exigências trabalhistas. Lamentável que essas verdadeiras atitudes não constam nos discursos e nem nos programas partidários...
Mas o fato é que o traço característico do subdesenvolvimento no âmbito político é a debilidade da participação popular. O povo não tem consciência de seus direitos, não tem consciência do importância do Estado e não participa. O povo é uma clientela, é uma pessoa disponível a qualquer dessas figurinhas partidárias.
Há apenas dois caminhos para a transição do clientelismo a cidadania: a educação do eleitorado, a escolaridade e a educação política, onde o eleitor passaria a conviver com praticas de buscas coletivas dos interesses. Dessa maneira, o povo saberia então definir o que são interesses coletivos, conseguiria perceber que os interesses da política não necessariamente são interesses individuais. Através dessa prática da busca comum do bem coletivo, se conseguiria fazer a transição do clientelismo para a cidadania. É na participação do cidadão que garante que as alianças políticas espúrias não sejam realizadas acima do cidadão.
Resta saber se o cidadão, de fato, quer estar compenetrado e ativo para participar e perceber que a sua participação poderá fazer a diferença e não mais se comportar como sempre se comportou, como fanáticos simpatizantes e torcedores dessas figuras partidárias.
Plínio Sgarbi
Enviado por Plínio Sgarbi em 15/08/2006
Código do texto: T216730
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
Plínio Sgarbi
Jaú - São Paulo - Brasil, 54 anos
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