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É(terno)

"Eita que hoje tem festa, sô!" Era isso que se ouvia em Perdidos, cidadezinha bem no interior de algum lugar esquecido pela televisão. Lá a zabumba despertava todo mundo e quando tinha festa era a vez do trompete. Jurema só se preocupava com que laço iria colocar na cabeça. Azul ou rosa? Enfim, a hora da festa se aproximava. Algumas batidadas de sino. Com pouco chegou a banda na praça. Era criança, moço e velho dançando com seus dentes e gengivas gastas. Dança, dança e o laço de Jurema até se perdeu. Ou foi perdido, porque ela bem queria que o Juca Arara achasse. Será que ele achou? Isso pouco importava agora. O importante é que ela se divertiu tanto... E a banda ia num ritmo infinito pra quem quisesse, a qualquer hora, entrar. Então os santos que ficavam nos altares de Perdidos resolveram que nunca mais ficariam ali parados enquanto a cidade se divertia. Um redemoinho veio com tanta força que engoliu todo mundo sem que a banda tivesse tempo prar desafinar. Zupt! Estão eles por aí, dançando de um jeito terno e ritmado, pra toda vida, até que os santos enjoem da música.
D Ana
Enviado por D Ana em 15/08/2006
Reeditado em 18/06/2013
Código do texto: T217376
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
D Ana
Juiz de Fora - Minas Gerais - Brasil, 29 anos
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D Ana