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O Eterno Retorno



Alas, senzala, abra alas
Arrume as malas
Que por inércia do destino
Tu ainda há de voltar

Asas, justiça, rompa o cárcere
Das bancarrotas casas
Que por infortúnio e plebiscito
Verão ainda o regressar

E pedirão justiça aos injustiçados
Implorarão senzalas aos abominados

Corre, euforia, seja atenta
Morre a alegria, pós detenta
E os batuques do pagode
Se aglomeram em sacos
Carregados pelo bode
Da agonia

Miséria, arreda, viada
Vai-te daqui, ‘marvada’
Sai-te de lá, acovardada
Chegue-se ao lixo
Seu ecológico nicho
Bem distante daqui

RF
O Intenso
Enviado por O Intenso em 18/08/2006
Código do texto: T219595
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Sobre o autor
O Intenso
Estados Unidos, 36 anos
24 textos (1114 leituras)
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O Intenso