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Fluído dia

Por hoje eu vou deixar (...)

I

Sem revolucionar meu universo
nem recitar aquele uno-verso
retiro a interrogação das frases
feitas no cio da boca ansiosa
que hoje fica apenas ociosa

(Como grita Mundico...)
O que se torna passado vira eterno
E o presente é um passado mosaico inevitável
Então o futuro é senhor do nosso interno
Esperanças, anseios e tudo que for mutável

E hoje meu pensar deixa tal senhor quieto
para a alma sair da enfermaria,
a mente aproveitar mais as coisas do dia
e a sombra só ser onde a luz não ilumina
não uma lembrança do homem que já existira

II

Internas sombras e almas
tão dependentes e tão antagônicas...
sem alma a sombra é estática
alma sem sombra é corpo sem luz!

III

Nessa encomenda sem direito a pedido,
nesse caminho feito e entregue pelo Destino,
sendo-me imposto pela goela a baixo,
eu, destinatário insatisfeito,
vou onde esse remetente intrometido
nunca poderia ter previsto
e muito menos entendido!

VI (I + II + III)

(então eu é que entendi)
Para sentir o fluído do dia
preciso deixá-lo fluir em si
ou em dó, ré, mi, fá,
ou em sol de cada manhã, ou em lá
onde o destino não previu!
Fazendo suspiros sustenidos
e entrando nuns becos bemóis
numa música composta no escuro
desse senhor, o nosso futuro.
Augusto Sapienza
Enviado por Augusto Sapienza em 18/08/2006
Reeditado em 10/12/2006
Código do texto: T219751

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Sobre o autor
Augusto Sapienza
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 33 anos
52 textos (2158 leituras)
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