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V E L Ó R I O


Bebeu demais, torresmo e carne frita

Morreu de nó na tripa

Juntaram os companheiros, fizeram vaquinha

Cada um deu o que tinha

Era adjutório

Para o velório

Comprar caixão e os preparativos

Comprar umas garrafas para os aperitivos

 Passar a noite com o amigo

Era necessidade, era imperativo

A viúva consolar

Todos se dispunham a ajudar

Inda mais que a comadre lampeira

Agora tinha ficado solteira

Beber o morto é costume antigo

Tem que ser feito, mantido

Lá pelas tantas e uns goles a mais

A animaçào já é demais

Alguém pega um violão

Dedilha solitário, tira som

Isso basta pra chamar a atenção

Na prateleira, outro acha uma sanfona

Senta macio na poltrona

Um mi, um ré, um dó

Pronto, começa o forró

Empurram o caixão pro canto da sala

" é pra abrir espaço ", algúem fala

começa a dança com calma

" essa alma tá salva"

GDaun
Enviado por GDaun em 19/08/2006
Código do texto: T219831

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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