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Desejo (sensual)

Deito, sinto a minha carne. Nela não há dor, mas ela se faz perceber. latente, ardente, cheia de desejos.
Meu peito está vazio, mas meus hormônios afloram.

Sim, sinto o cheiro do sexo exalando de mim,
querendo fazer o meu corpo se entregar, senão por amor, então por desejo, puro, simples, ardente, selvagem.

Rolo na cama. Não há nínguém a não ser a mim mesma.
Talvez qualquer um fosse qualquer um, mas não nesse momento.
Desejo, mas todos os desejos têm rosto, o memso rosto.
O rosto do prazer, do gemer e do satisfazer.
Não é aquele homem que procuro ver, mas o que faz.

Toca o meu corpo, me faça sentir, apenas sentir.
Que meu corpo me tire a consciência e que eu seja capaz...
capaz apenas de me entregar, de saborear...
O gosto, o cheiro, a carne... o prazer

Esse que me invade e me faz suspirar, gemer, gritar.
Já não me controlo, mas o desejo me tem
e eu sou dele. Dele que não tem rosto ou apenas um rosto,
do meu prazer satisfeito...

Relaxo. Estou em minha cama, na minha casa.
Acordo com o coração ainda acelerado. Ninguém veio.
Ele continuou sem rosto e meu corpo continua ansioso.
...Um banho frio e adormeço novamente.
Patricia Cardoso
Enviado por Patricia Cardoso em 19/08/2006
Código do texto: T220421
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Sobre a autora
Patricia Cardoso
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 41 anos
49 textos (5859 leituras)
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Patricia Cardoso