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Saparília


No altiplano geral há uma lagoa profunda

Onde chafurdam os sapos em uma lama imunda.

Ficam todos excitados com a chegada do inverno

Pois o recreio é dobrado nesse paraíso eterno.

Agora estão ocupados com quem sairá vencedor

No concurso anunciado pra sapo-rei diretor.

Pula o sapo, pulula. Sapo, sapinho, sapão

Sapalote há que engula todas ordens do patrão.

Adentra saltando no charco um sapo muito chinfrim

Esse sapo é o marco de tudo que é coisa ruim.

A saparia não quer vê-lo tão perto assim

Mas ele não é um qualquer que logo se dê um fim.

A Sapolândia em festa a banha só faz aumentar

Enquanto aos outros só resta viver para trabalhar.

E para findar o papo, quando esse teste vier

Vamos acabar com o sapo e todo batráquio que houver.

Mas não os de peles frias que esses são moços decentes

Pois de Deus são todos crias, criaturas inocentes.





Edmar Claudio
Enviado por Edmar Claudio em 19/08/2006
Código do texto: T220534
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Sobre o autor
Edmar Claudio
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil
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