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AMARGA ILUSÃO


Um vulto cambaleante, perambula pelas ruas

Andando a esmo, talvez recordando saudades suas

Pode ser que seja daqui mesmo, não se pode afirmar

Pode talvez, ter vindo de outro lugar


A noite é turva, noite sem lua

Perdido, anda na calçada, anda na rua

Em determinado lugar, fica à observar

Com passos trôpegos, se dirige a um bar


Aproxima do ba'lcão, onde outros bebem

Pede, gesticula, os outros não cedem

Acabrunhado primeiro,nervoso à seguir

Se dirigea porta, propenso à sair


Lembranças lhe invadem a mente

Fora um bom freguês, ótimo cliente

Na desventura, tudo muda, se transforma

Só tem uma saída, se enforcar com uma corda


Procura em vão, a corda para  sua solução

Nada encontra , só aumenta a desolação

Suicídio é coisa séria

O pior é viver na misésria


Quando isso acontece  tudo começa a mudar

Os amigos desaparecem, outros tem que procurar

No jogo pode-se ganhar ou perder

Mas o que perder, se não tem o que jogar?


Mais calmo e conciente, entra numa porta à sua frente

Tentando tudo esquecer, mas sem conseguir beber

Vagueia lentamente por um cômodo que se assemelha familiar

Encontrando um divã, põe se a descansar


Num espaço de tempo pequeno, num quadrado qualquer

Vê uma figura refletida, parece algo familiar

Aproxima-se do móvel, por cima do aparelho

E vergonhosamente  se vê refletido no espelho.








GDaun
Enviado por GDaun em 20/08/2006
Código do texto: T220637

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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