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BAILINHO

Nos fundos da fazenda

Barraca armada, pronta a merenda

Lampião aceso, batida do tambor

Sanfona no colo, começa o furor

Zé chega com o violão, arruma o banco

Povo se agita, avança no tranco

Mulherada , como sempre assanhada

Olha em volta, cadê a rapaziada

Mancebos imberbes , gesticulam

Todos querem a mais bela, buscam

Entre tantas, uma deve servir

Se aceitar, há de por pouco, divertir

Um trago de cachaça

Um tapa na manguaça

Faz alegria crescer

Tira a moça , sem esmorecer

Na dança cadenciada

Conversa mole no ouvido

Fala de coisas, da noite enluarada

Se sente feliz, presumido

Talvez até levar pro canto

Dar um amasso e tanto

A moça é donzela,

Não aceita querela

Entristece, mas não desiste

Continua firme, insiste

Tenta um beijo

Ela tem traquejo

Sai de banda

Escorrega , caramba

Nessa terra imunda

Cai "cacunda "
GDaun
Enviado por GDaun em 21/08/2006
Reeditado em 25/08/2006
Código do texto: T221522

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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