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LIBÉLULA

O que me penetra agora
É desejo avassalador de ser má.
E sem culpa avançar e ir à forra
Fazer justiça com as próprias mãos
Para vingar-me das injustiças que sofri
Resgatar meu ser dos esforços vãos
Dos quais não me esqueci.

Deixai que se descole de meu corpo
A sombra que em luta se remói
Dos lutos cada dia,
De tantas perdas se enluta.
Em dor bruta
Minha alma se desfaz.

Despovoam de rimas meus versos
Até de rimas pobres que sejam
Já que a poesia seria pálida
Como pálido fica meu corpo sem sombra
Titubeante qual libélula zonza
Procurando pouso num mar que não tem fim.

Não busqueis depois de tudo
Qualquer resquício de doçura em mim
Ela ter-se-á ido
No ar se esvaído
Com minha sombra.
E sem ela,
Meu corpo terá morrido.
Izabel Martho
Enviado por Izabel Martho em 06/06/2005
Código do texto: T22428

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Sobre a autora
Izabel Martho
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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Izabel Martho