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POEMA EM BRANCO

Um horizonte de silêncio.
Não há eternidade,
Nem mesmo para as palavras,
Quando tudo vai sendo esquecido.
São apenas meus estes sonhos,
Sonhos que um dia vão se apagar,
Ou se renovar ao nascer de um dia qualquer.
Do que adianta saber marcado,
Um coração ausente a tudo.
Se foi feitiço ou se foi amor,
O que a lua presenciou por breve momento,
Diante de tanto desinteresse e omissão.
Melhor chamar de ilusão,
Um sonho que apenas me pertenceu,
Do que criar esperanças,
E sofrer entre linhas vazias.
Não se pode amar mais do que se amou,
São tão somente palavras numa poesia,
Onde o amor apenas enfeita o dia,
Apagando-se há muito nos abraços da eleita lua,
Doce é a ilusão do poeta,
Que nas paralelas da vida,
Com suas letras sempre soube brincar,
Numa mesma página, mas um dia ao virá-la,
Poderá encontrá-la totalmente em branco.....



12.01.04
Sonia Ferraz
Enviado por Sonia Ferraz em 24/08/2006
Reeditado em 31/07/2016
Código do texto: T224597
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Sonia Ferraz
São Paulo - São Paulo - Brasil, 61 anos
665 textos (37146 leituras)
33 áudios (5813 audições)
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Sonia Ferraz

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