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O disparate da vida é a sustentação do obvio

O disparate da vida é a sustentação do obvio.
Traímos nossa própria vontade,
Nos sentimos seguros de nossa consciência.

Tentamos sempre sobreviver ao que não deveríamos ser, Adoramos bestas e demônios,
Sem ter consciência de sua veracidade.

Somos seres providos de inércias cosmopolitas,
Diante de tanta desigualdade,
Deixamos os sentimentos de lado,
Agregamos solidificações e discordâncias,
Como se o amor, e os pensamentos fossem seres estranhos a nossa cripta obscura.

Delegamos sufocantes diretrizes ao nosso convívio,
Para depois expulsarmos tudo, uma só vez,
Como se fosse uma simples corrente de água suja,
Que vai passar que vai embora,
Com apenas um sopro,
Como uma brisa de uma paixão inconseqüente.

Der repente o coração começa a doer, fica comprimido,
Como se quisesse esconder e proteger a nós próprios.

E lagrimas de desafeto começam a percorrer toda nossa alma,
Fica mais pesada que nosso corpo inerte a tudo isso.

Somos traidores de nossa própria alma,
A deixamos desolada, incubada, como se fosse um vírus Prestes a nos aniquilar.

Ficamos densamente cegos e agnósticos,
De qualquer Compensação espiritual,
Estáticos como o céu,
Que se move, mais parece estático,
Muitas vezes.

Derrepente tudo começa a se desconfigurar,
Como se fossem pétalas na primavera.

Começamos a confinar, qualquer pressuposto de coragem Desconexa a qualquer realidade incomum e coerente.

Os gestos tornam-se fontes de magníficas palavras Descompassas,
E todo o seu ser se vê preso ao seu interior, inoculado de Qualquer expectativa verossímil.

Retardamos nossa carroça do tempo,
Mais do que se pode compreender.

Deixamos toda nossa tristeza profunda,
Retomar nossos horrores mais temíveis.

As trevas se tornam luzes cadentes de esperanças,
Se tornam gotas molhadas de solidão,
Retornamos transcendentemente, ao feto de nossa criadora,
Como se nada pudesse ultrapassar essa proteção,
Tão frágil, quanto um amor impossível.

O mais terrível de todo esse refugo,
Esculpido pela nossa imaginação escorrida,
É a incapacidade subjetiva, de não percebemos tamanha flagelação da nossa alma.

O mais inconstante dessa odisséia,
É o desejo involuntário da morte de nossos sentimentos,
Encontramos-nos perdidos em um deserto de desespero, profundamente incomodo, a nossa natureza.

O que podemos espremer de todo esse limbo de abandono?
Talvez mais uma experiência, talvez mais uma gota de lagrima derramada, ou talvez mais um dia de falecimento, D'alma,
Para podemos renascermos novamente,
E tentar talvez não olhar mais,
Para o que não nos fez bem.
MERCUTIO
Enviado por MERCUTIO em 25/08/2006
Código do texto: T225365

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Sobre o autor
MERCUTIO
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 39 anos
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