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A Herança

Chega a bunda mais pra perto.
Ela respondeu, “Tá certo,
era isso qu’eu queria”.
Penetrei, todo o pau logo sumiu,
ela olhou pra trás e riu
e gemeu de alegria.

Tive que agir com cautela.
Se eu gozo agora, ela
certamente vai chiar.
Pois, notei que do jeito que ela estava,
umas dez ou quinze dava,
e eu não ia agüentar.

Eu jamais trepei tanto em minha vida;
deu até uma ferida
na cabeça do piru.
A garota era um desplante,
quis fazer no mesmo instante
pela frente e pelo cú.

Frango assado e o cunete,
tanto tempo no minete,
no sessenta e nove e não
se cansava a gulosa,
de vagina de espantosa
auto-lubrificação.

Terminei cambaleante,
me achando até brochante,
só pensando em dormir.
Um odor no meu rosto de vagina
e na boca vaselina
e um gosto amargo de xixi.

Mas enfim tudo acabou.
No banheiro um dia vou
urinar, sinto uma dor
de matar. Desisti, pois, nesse dia
vi que uma blenorragia
eu acabava de herdar.

  (brincadeira com a música "Com Açúcar e com Afeto" do incomparável e mestre Chico Buarque)
                                                                                                                    Alu, dez/1973
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 28/08/2006
Código do texto: T226960

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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