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Eternamente Fugitivo

Quisera segurar o instante...
                        Mas ele tem asas que teima em usar.
                   
As horas,encarreiradas,se esquivam de forma constante,
                        como trem que sempre tem a quem levar.
                   
Tentei aprisionar a luz de um dia...
                        Ela me sorriu,dizendo que a noite também seria boa companhia.
                   
Foi assim,que pelo infinito estrelado,acabei por me apaixonar...
                        Mas quando implorei que ficasse,no clarão da aurora,o vi escapar.

Em seu vagaroso compasso,viu que existiam lágrimas em meu olhar...
                        Enquanto o sol tomava o seu lugar.
                   
Por tolice ainda maior,pedi ao ano que não passasse;como não pôde me entender...
                        Zombou e aumentou a minha idade;como se eu apenas precisasse amadurecer.
                   
Se eu tivesse feito o mesmo pedido a minha infância,a dona de minha ilusão,ela,acaso,teria respeitado o meu sentimento?...
                        Por certo que não!Todo filho do tempo é somente um momento.
                   
E assim como os minutos que me ditaram o início desta poesia já foram embora...
                        Esses outros que me ensinam a terminá-la,na inspiração do agora,certamente,terão se despedido quando estiveres lendo,como passado...
                        O que termino nesta hora.
     
                   
Heli Paula
Enviado por Heli Paula em 28/08/2006
Reeditado em 28/08/2006
Código do texto: T227548
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Sobre a autora
Heli Paula
Campos dos Goytacazes - Rio de Janeiro - Brasil, 38 anos
225 textos (9589 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 18:34)
Heli Paula