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Irremediavelmente

                     Irremediavelmente







Não se passa nada
Na vereda da criatividade
A minha voz sumida, quase surda
Não tem a combatividade
Dos gritos outrora roucos
Que nortearam a minha revolução juvenil
Fui o meu profeta e o meu filósofo
Embrenhei-me por idealismos pessoais
Acreditando as suas práticas serem naturais
No engano perdi-me
No erro procurei-me
Na desilusão encontrei-me
E hoje,
Inevitavelmente convidado a prestar contas
Vejo-me a contas com o vazio
Instruído de que a negação do nada
Aqui se julga e aqui se paga.



Moisés Salgado
alestedoparaiso
Enviado por alestedoparaiso em 01/09/2006
Código do texto: T230484

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