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Escravos

 

Serpenteia no ar de encontro às costas largas e macias dos escravos do trabalho o chicote veloz dos Deus Dinheiro.
Feitor avarento e feroz
chicoteia, humilha, impõem
obedecemos....
reclamamos, mas obedecemos....
oh sinhozinho, veja só vós micê, sois dono de tantas almas
milhões de escravos e quantas almas mais se oferecem a preço de banana a tua empreita?
oh sinhozinho, veja só vos micê quanta miséria a tua falta produz.
ah... e que saudade estranha sente o meu povo de ti?
porque almejamos tanto a liberdade sem conhece-la?
homens livres se arrastam da praça da sé no coração de meu estado para a pequena XXII de novembro no centro da minha cidade ou vice e versa.
nômades,vagantes,putas,vagabundos......
isentos de identificação civil,qualificação profissional,taxas,impostos e responsabilidades, a felicidade se arrasta pela praça publica, única propriedade não declarada de meu povo.
Deus Dinheiro estes tu não tens, estes não estão sob teu domínio.
nunca os tiveram como senhor.
senhorzinho veja só vos micê boquiaberto que no berço da miséria imperam outros Deuses e muitos demônios.
porque não?, a dualidade me seduz....
Deus e o Diabo de mão dadas na terra de ninguém
estes vós não dominas sinhozinho.
há muito que nos libertamos de ti e dos que nos traem
se queres a nós vós quereis o bem- então fora daqui com o teu desassossego e castigo-fora que já é tempo.

APOLLO
Enviado por APOLLO em 02/09/2006
Código do texto: T230938
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Sobre o autor
APOLLO
Mauá - São Paulo - Brasil, 33 anos
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