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PALAVRAS SÃO ASAS

PALAVRAS,
pulsando no peito,
SEM TRADUÇÃO
sem grafia
sem oralidade
em indefinida melodia
Nem sei quem são!

Só sei que afloram
sorriem e choram
acesas no coração

Se são de amor
ou de tesão
QUEM sabe!
Eu?...
Sei não!

Talvez sejam SAUDADE
ou nostalgia da tenra idade
liberdade, inocência, cantoria
pessoas-gemas (preciosas)
sob manto estrelado
ou no raiar do dia-a-dia,
 
Talvez sejam saudade da cama desfeita
de profundo respirar
de noites de gozo
de hora qualquer para amar

Saudade, talvez,
de chuva fina e ventos uivantes
moletons
temporais
perfumes de mato verde
cheiros de pele e sumo fresco
Belos Horizontes e visões Gerais
Flores, sabores e rosas
calores e prosas
cores de jardim
mistérios abissais

Saudade, talvez, de outrora
Talvez de agora
Talvez de mim

Palavras presas são asas internas
velas acesas que penumbram objetos,
sentimentos soltos,
nós secretos

Palavras
SÃO ASAS
QUANDO
sentimentos são libertos
e se derramam no universo
escancarando portas
iluminando a casa.


D.V.
17/08/06

Copyright © 2006 Dulce Valverde
All Rights Reserved
DULCE VALVERDE
Enviado por DULCE VALVERDE em 07/09/2006
Reeditado em 03/09/2009
Código do texto: T234539
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
DULCE VALVERDE
Estados Unidos, 46 anos
391 textos (10864 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 10/12/16 22:31)
DULCE VALVERDE