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Na Minha terra, o amanhecer

Serenô lá na baxada

Enchendo de orvaio

A casa dos passarinho...

canta tico-tico na gaiada,

E pula o tisiu nas erva do caminho

Faiz festa a passarada.

Ao tratar os fiotes com o biquinho

E o gavião em revoada

Procura o ninho dos bichinho,

Mas o papai canário,

Aquele do peito amarelo,

Solta um canto estalado

Anunciando o gavião marvado,

Que di oio ta nos fiotinho

lá do pico das árve.

O canarinho amarelo espia

pra avisá a fêmea nus ninho

se o marvado do arto descia

e as baruienta maritacas

passa em revoada

fazêno grande burburinho...

E o galo vendo do morão impulerado

no terrero a carijó com seus pintinho

solta o canto pra avisá da  arvorada

lá perto da casa do moinho

e lá vai nacendo o sor,

lá longe, onde o zóio num arcança,

colorino as agua do  riacho

que no terrero ali pertinho

corre serena e mansa,

mas tão limpinha

que o amarelo do sor

inté parece que dança

quano resvala e  descansa

nos costado do pexinho...

 

Assim é na minha terra

vê o dia amanhece,

vê as prantinha na serra

com orvaio revivê.

Vivo nessa terra bençoada como que!

e nela, por sorte um dia, quarqué ei di  morrê.

 



(umvelhomenino)
MORDEGANE
Enviado por MORDEGANE em 10/06/2005
Reeditado em 27/06/2005
Código do texto: T23822
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Sobre o autor
MORDEGANE
São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil, 61 anos
69 textos (5654 leituras)
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