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Comunicação difícil

Apoiado no bar, já perdido em sinestesias
Imaginava seres abstratos, num monólogo interior
Tentava manter a linha, mas caía em digressões
Seria alguma apóstrofe, que curaria a minha dor?

Ao meu lado, de repente, pousou aquela hipérbole
Lábios, seios e quadril, tudo em perfeita coerência
Que paradoxo, que antítese, "o bêbado e a equilibrista"
Em gradação eu admirava aquela doce incidência

Cuidando pra não soar um hipérbato
Olhei-a nos olhos com coesão
Me declarei em metonímia
Sem paródia, nem aliteração

Pobre de mim, um eufemismo
Perto de tal elipse eterna
Queria ser parte da poesia
Mas não passava de figura externa

Acho que ecoei como um cacófato
Pleonasmo vicioso, solecismo
Ela só deu um sinal de interjeição com os olhos
Quem sabe, da proxima vez, um neologismo?
Guilherme Lombardi
Enviado por Guilherme Lombardi em 12/06/2005
Reeditado em 10/12/2010
Código do texto: T24089

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Sobre o autor
Guilherme Lombardi
Curitiba - Paraná - Brasil, 33 anos
152 textos (14480 leituras)
5 áudios (758 audições)
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Guilherme Lombardi