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flecha da esperança


saudades do que já passou
saudades de quem já se foi
pedido de volta pra quem te ve todos os dias
pedido de atenção para quem é pago por isso
e nem de graça eles te querem
e nem com todas essas drogas eles te aceitam

não tem nada na vida a seguir
sua carroça de entulhos é tão organizada
como mero pretexto de viver
como mera e simples forma de sonhar acordado
em algo que não da futuro
em algo que não te leva alugar algum

não há mais árvores com nossos nomes
não me culpe por não saber que você era minha
naos ei muita coisa sobre minha vidas passadas
olho pra janela e minha pequena flor está seca
odeio esse seu olhar repugnante
continue a viver sustentada pelos seus
eles te merecem até o dia em que te chutarem pra fora de casa
quero ver qual a cor do capacho em que você cairá
ai como eu queria ter ficado mais tempo em casa!
ai como eu queria ter evitado sair mais com você!
de que adiantaram todas aquelas festas agora?
ta aí o resultado:
você lá e eu aqui
você e me mostra olhos de plena drogada
vaidosa consigo mesma
ai que prazer eu teria em te ver lendo esse poema!
voce é um pequeno verme em evolução
e com seus rebeldes-toscos-barulhentos sapatos
rebola essa sua bunda mole em pleno hangar
se oferecendo a todos
se mostrando a todos
como a ultima peça de um mostruário decadente

voce já foi melhor
não sei se me resta esperança ainda com você
mamãe te protege
papai bêbado te acode em suas festas bizarras
teu cérebro se atrofia
mais do que sempre
meningite na infância ou mera sina de ser burra?

perdôo teu estilo de vida
se afogue nesse seu álcool nojento
e procure não me chamar mais
quando estiver em plena ascensão
não tenho tempo pra perdedoras
não tenho a sina de salvar quem é pega por iscas nojentas de minhocas gordas
por favor não te quero mais
e quando eu for te procurar
-em um mínimo lapso de esperança inconsciente-
não creia que sou tão ingênuo
e veja em meus olhos e meus lábios falsos
que naquele momento eu estou sorrindo pra toda essa sua babaquice indomada
te amei um dia
hoje te amo só como alguém de DEUS
apta a sucumbir
apta a ascender
destinada a navegar
e destinada a se afogar...

sem mim você vive bem, ex-melhor amiga
e já me mostrou isso
da forma mais arrogante que eu jamais esperei receber
ainda terei de cheirar para poder te dizer estas coisas?
terei de me rebaixar como você pra te expor isso?
jamais
sou o eterno ainda que você conheceu
tente me trancar em uma parede sem querer
e eu tropeço por cima de seu corpo podre com minhas palavras sinceras
ainda que eu tenha uma ultima esperança
de te fazer enlouquecer e chorar ao chão
e pra suas amigas cheias de pose te juntarem da vala ensebada...






Rônaldy Lemos
Enviado por Rônaldy Lemos em 15/09/2006
Reeditado em 15/09/2006
Código do texto: T240930
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Sobre o autor
Rônaldy Lemos
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, 34 anos
1173 textos (70500 leituras)
70 áudios (455 audições)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 04:30)
Rônaldy Lemos