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Ordeno que não

Oh! Quanto barulho.
Aquietem-se!
Me deixem!
Vão.
Luzes em meus olhos,
Me ofuscam,
Enlouquecem.

Não.

É muito para mim,
Não posso mais.

Vão.
Não.

Não é delírio,
Todos podem ver perfeitamente.
Não, todos sabem que não!
Afirmo.
Calem-se.
É melhor à todos,
Aquietem-se,
Não vão conseguir o que querem.

Não.
Vão.

Não vão,
Garanto-lhes.
Ferir-se-ão em vossas palavras,
Acabem com esta algazarra,
Cessem as luzes,
Pois elas ensombreiam-me.
Querem acabar comigo.
O fulgor está me matando,
Querem destruir-me.
Que desapareça!
Já disse! Calem-se!
Ordeno-vos
Aquietem-se

Não.
Vão.

Já disse que não vão sairem vitoriosas
Não vão me derrotar.

Não.
Vão.

Saiam as luzes,
Saiam todas daqui.
Cessem esse barulho atroz.
Elas querem abraçar minha magnificência,
Querem ofuscar meu brilho,
Roubar minha glória.
Não, não estou louco. Não.
Garanto-lhes,
São elas que vieram arruinar-me,
Escondam-me. Ordeno-vos.
Afastem-me destas luzes que fazem tanto barulho.
Como é possível?

Não.
Vão.

Saíam todos
Me deixem em paz

JASN
Enviado por JASN em 18/09/2006
Reeditado em 18/09/2006
Código do texto: T243470

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Sobre o autor
JASN
São Carlos - São Paulo - Brasil, 28 anos
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