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DIREITO À LIBERDADE

O DIREITO À LIBERDADE

Você tem o direito de ir e vir e fazer o que bem entender,
Tendo também o direito de colher os frutos de suas atitudes,
Sejam quais forem, bons ou maus.
Ninguém tem o direito de reprimi-lo, o que é oprimir,
Pois assim estaria obstruindo seu direito de ir e vir,
O direito de ser dono de seu nariz e decidir o que é melhor para você.
Você tem o direito supremo de decidir, por isto és racional.
Ninguém tem o direito de lhe pregar o pavor,
Causando-lhe medo por ameaças a sua integridade física e moral,
Tampouco fazendo que temas teu vizinho, teu próximo, teu amigo ou parente,
Como você tem sido apavorado através das notícias.
Acredite, muitas pessoas de dinheiro lucram milhões com seu medo e o temor que você ajuda a divulgar.

Você tem o direito à privacidade, sem quem lhe vigie os passos,
Sem ninguém que lhe obrigue a fazer o que você não quer,
Ou a abrir mão de fazer o que você quer e tanto sonhou.
Você também tem direito ao anonimato,
Podendo usar dele para o bem,
Reservando-se o direito de não prestar conta a ninguém,
Apenas a quem você consinta,
Sem ser julgado pelo que faz no anonimato,
Exceto se você mesmo decidir divulgar seus feitos,
Mesmo que assim possas sair prejudicado.
Você tem o direito de decidir ser prejudicado por seus atos.

É certo que o direito ao anonimato dá margem ao crime,
À más ações de pessoas de ideologias falsas,
Muitas vezes mascaradas de boas ideologias,
Como as que têm tentado depor o representante do povo.
E tais ideologias prejudicam outros indivíduos e a própria sociedade.
Todavia, você tem o direito de fazer o que julga bom,
Sem ser julgado por aqueles que têm idéia contrária às suas.
Aos olhos dos outros muitos são os delitos que se comete,
Entretanto, isto é no julgamento deles,
No que contraria muitas vezes seus interesses,
E o julgar sempre se faz por um ponto de vista de interesse pessoal.

Sim, há leis que padronizam o conceito de certo e errado,
Formadas segundo a média dos interesses da “sociedade”
Entendida como representada por homens do povo,
Embora se possa questionar a qual povo eles representam,
Pois vê-se que têm favorecido os poderosos no se apoderar,
Tomando posse dos bens que o trabalhador produz,
Impedindo o desempregado de lutar por sua sobrevivência,
Empurrando-o para o desespero e o desatino,
Quando dificultam ao povo abrir seu próprio negócio,
Fixando taxas abusivas aos empréstimos, aos camelôs,
Aos empreendimentos populares
Com burocracia propositadamente obstrutivas;
Garantindo privilégios aos ricos, sempre a eles, somente a eles.

Você tem direito ao trabalho com remuneração suficiente,
Com a qual possas se alimentar e à sua família,
Possas prover casa e vestuário aos seus,
Bem como saúde, estudo, cultura e lazer.
Seu patrão retribui-lhe menos do que precisas para comer,
Bem menos do que o bem que você produz para ele e sua família,
Agindo assim fora da lei, sendo ladrão, assaltante cruel,
Produzindo a miséria, a fome e a morte de dezenas, centenas e milhares,
Fazendo que você se sinta como se recebesse dele um favor.
Além do mais, ele é que repassa o imposto para você pagar,
O que faz quando o acrescenta ao que você consome,
Quando o imposto deveria taxar o lucro e não o bruto.
Todavia, quando o imposto é reduzido ele não repassa para o preço final,
Embolsando novamente o que é seu, engordando ainda mais seu lucro.

E alguma autoridade o obriga a remunerá-lo com justiça,
A retribuir-lhe o que é do seu direito,
Como obriga você a cumprir a lei criada especialmente para reprimir sua indignação,
Para o que somente tem servido as forças de repressão?
Ao contrário, te pune quando, desesperado, você se manifesta desastrosamente
Ao ver-se só no mundo feroz, onde quem tem poder te devora.
Então você vai para a cadeia ser obstruído, tendo a privacidade profanada,
O que é feito por pessoas cheias de delitos no seu julgar,
mas respaldadas pela lei marcada.
Então lhe tratam como se você fosse a origem da miséria da Nação,
Então desrespeitam o direito de seus filhos E difamam sua imagem,
Sendo que depois você é jogado no velho mundo feroz
E na eleição os mesmo que afundaram o Brasil por quinhentos anos
Vão apertar-lhe a mão e lhe chamar de amigo.

Sabemos que bandidos há nas cadeias,
Que muitos nem desculpa têm para os crimes que cometeram,
Entretanto, nem todos eles juntos podem produzir tanta miséria,
Nem perto da miséria que os poderosos têm produzido
Forjando leis para que o povo não abra empresas que lhe façam concorrência
Que equilibre o mercado, produzindo preços mais justos,
Que produziriam consumo, que produziria emprego,
Que produziria renda, que produziria um capitalismo para todos,
Que jamais estaria às portas do colapso econômico que estamos.

Que sordidez!
Breve Jesus Voltará
Enviado por Breve Jesus Voltará em 21/09/2006
Reeditado em 25/10/2006
Código do texto: T245722
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Sobre o autor
Breve Jesus Voltará
São Leopoldo - Rio Grande do Sul - Brasil, 50 anos
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