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Cortando a sombra das ruas
Desertas, portas fechadas.
Levamos bandeiras negras
E as faces escavadas.

Estão desertas as aldeias
E as fábricas fechadas.
Estão os campos em cinzas,
Nossas vidas destroçadas.

Cortamos a passo as brumas
Porque vamos de mãos dadas
Na miséria que nos ronda,
No choro que se acoberta.

E persistimos na luta

Sem termo, desesperada
Pelas ruas de amargura
Seguimos por esta estrada
Erguendo a bandeira negra

Na esperança desatinada. 


PORTAMOS NEGRAS BANDERAS

Cortando calles en sombra,
desiertas, puertas cerradas,
portamos negras banderas
y las caras demacradas.

Yermas están las aldeas
y las fábricas cerradas.
En los campos hay cenizas,
nuevas vidas destrozadas.

Penetramos en la bruma
tomándonos de la mano
rodeados por la miseria
y cubiertos por el llanto.

Continuamos en la lucha

sin final, desesperada.
Por caminos de tristeza
seguimos por esta ruta
portando negras banderas

en la insensata esperanza.



(versão para castelhano: Alberto Peyrano)



Maria Petronilho
Enviado por Maria Petronilho em 22/09/2006
Reeditado em 10/06/2008
Código do texto: T246617
Classificação de conteúdo: seguro

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Levamos Bandeiras Negras - Maria Petronilho
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Sobre a autora
Maria Petronilho
Almada - Setúbal - Portugal, 64 anos
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Maria Petronilho

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