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A terra dos cegos

Um que se julgava mais dotado e esclarecido,
ao deparar com um povo cego e doce de idéias,
emaranhando em vão, por todas as suas teias,
tentou persuadi-lo de sua supremacia em tudo!
 
Os cegos, doces de coração criam ter o necessário
às divagações de gênios que se sentiam inocentes,
docemente voavam no arco-íris inter-planetário,
rindo nadavam nas chuvas de luz permanentes!
 
O aventureiro aqui falado visualizava prepotente
seu restrito universo físico sem sentir plenamente
u’a parcela sequer da energia mágica que o criara,
limitável não via como como sua dádiva era rara!
 
A cegueira que clausurava algumas portas do sol
não pertencia sobremaneira à retina adormecida
na enorme terra dos cegos doces face à alvorada,
entretanto  aquele de mil olhos e nenhum farol!

Santos-SP-22/09/2006
 
Para construir-se um mundo super idealizado,
construa-se um rio de duas margens distantes,
em cada qual um pescador amável imaginando,
trocando nobres e boas experiências diferentes!
 
O tal pseudo sábio nefasto perturbou o sossego
da sublime solitude reinante entre os habitantes,
especiais de olhos vazios, mas de alma em fogo,
abraçando suas extremas estratégias itinerantes!
 
Quando a noite se fez muda, embriagado pelo ego,
o sono estúpido lhefezsentir seus olhos arrancados;
aos cegos, outro cego, bem mais cego, por castigo,
com sua enceguecida alma flores de cegos tateando!
 
Inês Marucci
Enviado por Inês Marucci em 22/09/2006
Código do texto: T246789
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Sobre a autora
Inês Marucci
Santos - São Paulo - Brasil, 54 anos
584 textos (23406 leituras)
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Inês Marucci