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Leite cum manga faiz mar...

Sacarroia! Perdi meu sono!
Tomém quem manda drumí di dia ...
Drumi tanto di dia qui inté babei nas gola de minha camisa azur cum bolinha da merma cor.
Aiquí! Já qui os meus dois zóio tá seco, ieu vô contá proceis o qui que acunteceu otro dia na casa do cumpadi Bento.
Eu tava lá ... assistí tudo cum esses zóio qui um dia, si Deus quisé, havédi ficá verde.
Ieu quiria tanto tê os dois zóio verdi ... Eita qui ieu ia ficá assimpático!
Mais vortano no assunto ...
Apareceu na casa do cumpadi Bento uma parente da cumadi Zéfinha qui fazia uns par di ano num aparecia.
Veio ela mais um fio bem piquininho, di colo ainda. Dévi di tê uns seis mêis quando munto.
Ela começô a prosiá cum o cumpadi Bento. Êis tavum rilembrano as época passada.
Di repente a muié arresorveu dá di mamá pro minino. Aqueles custume das gente do mato, coisa munto pura, munto bunita, amamentá as criança perto dos otro, sem sinti bergonha.
O menino começô a mamá e a muié, uma hora, tirô os seio da boca da criança e balançô pra cima.
I num é qui o cumpadi Bento, caipirão simprório i qui num intêndi dereito as coisa, intendeu tudo errado!
Foi a muié balançá os seio a segunda veiz na frente do cumpadi Bento, i o véio oiô sério pra ela, oiano bem nos zóio dela i falô:
- Brigado, nhá! Eu chupei duas manga agora a poco. Ocê num sabe qui manga faiz mar cum leite?
Eu quaji morrí de bergonha ... Saí de fininho e fui simbora pra casa.
 
José Antonio Siqueira
Enviado por José Antonio Siqueira em 23/09/2006
Código do texto: T247465
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Sobre o autor
José Antonio Siqueira
Itariri - São Paulo - Brasil, 67 anos
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José Antonio Siqueira