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semtí...

Já sinto o frio do absimo
vejo meus pedaços espalhados no ar
falo o com dia, bebo o luar com a cova
da mão bronzeada pela noite ofegante
olho o sol a observar a ebridez d'uma
flauta chorona, que, em seu choro alegre
recita e reinventa o carnaval dos deuses,
dos mortos, dos bichos...
e as núvens... elas...,
com suas formas metamorfoseiam-se
constantemente, aspiram atenção
admiradora das astronaves circulantes
nos seus espaços, e movem seus belos lábios
carnudos
silenciosamente balbuciam versos
de donzela apaixonada,
cujos sonhos deitam-se numa alcova
onde o deleite não se dicotomiza, nem conhece
as montanhas de zaratustra,
mas, sabem ser andarilhas nos mundos
viniferados, onde o sangue dionisíaco
banha seu terreeno imaginário
necessário para nos fertilizar
e com isso encontrar
a próxima estrofe !




Antero Kalik
Enviado por Antero Kalik em 28/09/2006
Reeditado em 01/08/2011
Código do texto: T251654

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Sobre o autor
Antero Kalik
São Paulo - São Paulo - Brasil, 39 anos
293 textos (4108 leituras)
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Antero Kalik