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Coitidiano

Todo dia a trepada é sempre igual:
ela chega e escancara o bucetão,
depois fode que nem um animal
e morde e  me dá muito arranhão.

Todo dia ela diz que é para eu trepar,
pois a forma eu tenho que manter,
mas tão larga a buceta dela está
que nem se tem mais gosto de meter.

Todo dia só penso em poder parar,
meio dia fudendo é demais.
Gonorréia eu chego a inventar,
ela não vai na onda e quer mais.

Seis da tarde, quando acabo de chegar,
ela diz logo, “Quero o caralhão”.
Sei que tá muito louca pra trepar,
a buceta tá quente de tesão.

Toda a noite o tesão parece aumentar.
Peço arrego, ela vira um leão.
Não agüento, acho que vou importar
um caralho de aço de Japão.


Rio, 06/12/1973



brincadeira com a música "Cotidiano", do grande poeta Francisco Buarque, apresentada em reuniões na casa de Inês & João, com Paulo Sérgio & Luzia, Jofre & Sandra, Tatau & Elenize, etc.)
Aluizio Rezende
Enviado por Aluizio Rezende em 01/10/2006
Reeditado em 01/10/2006
Código do texto: T253455

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Sobre o autor
Aluizio Rezende
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil
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