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ATROPELOS DA VIDA.

Manoel Lúcio de Medeiros.

I
Vida, teu sabor agridoce,
Ingere hortaliças, aventuras!
Compensa dores, alegrias,
Que só o coração pode suportar!
Muitas vezes minha alma agredida,
Pede socorro ao destino,
Que agiganta meus momentos,
Na anomalia da adversidade!
II
A vida muitas vezes antecipa,
Planos arquitetônicos, faraônicos,
Que muitas vezes atropelados,
Dissipam-se sem anistia,
Exilam sonhos e fantasias!
E o corpo sofre na alma,
As arapucas do tempo!
Armadilhas inóspitas!
III
Quando a festa esnoba gozo,
Somos castrados nos planos,
Ante os banquetes de felicidades,
Sem termos nem sequer o direito,
De pausarmos nas páginas da vida!
Nem tudo que planejamos, ou fazemos,
Concretiza-se, às vezes, fica no almaço!
IV
A morte é uma borracha incolor,
Que entra na estrada pela contramão,
Sem observar as placas metálicas da vida!
Quantos acidentes fatais, cruciais!
Viradas do destino, desatinos,
No transito da alma, na palma,
Que apagam as letras da vida.
Só não apagam a vida das letras!

Direitos autorais reservados!



Malume
Enviado por Malume em 04/10/2006
Código do texto: T255905
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Sobre o autor
Malume
Fortaleza - Ceará - Brasil
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