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A CANETA E A ARMA

A Caneta e a arma

A caneta promove e apela à paz
E leva conforto a quem precisa;
A arma é como animal voraz:
Fere, destrói e nem avisa.

A arma degrada e embrutece
Quem a possui e dela abusa
A caneta é um dom, uma benesse
Que torna grande a quem a usa.

A caneta é leve e apenas dispara
As ideias de quem a utiliza;
Uma arma, brutal, à vida pára
Violenta, subjuga, atemoriza.

Há ideias transmitidas pela caneta
Que vão, vingam e permanecem,
Mas as que levam a força da baioneta
Duram o que dura a força logo esquecem.

A caneta move-se suavemente
Nas mãos de quem a maneja
A arma dispara brutalmente
Uma bala fatal e malfazeja

A caneta é inofensiva e mansa
Qualquer que seja o portador,
A arma é uma afiada lança
Na mão de quem não tem amor.

A caneta que critica e ofende
Também pode pedir perdão
Mas a arma que a vida fende
Não poderá fazer regressão.


Alberto Carvalheiras
Enviado por Alberto Carvalheiras em 05/10/2006
Código do texto: T257057
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Sobre o autor
Alberto Carvalheiras
Portugal, 73 anos
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Alberto Carvalheiras