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Insistência

No fundo da mente, 

Num cantinho do inconsciente 

Em um espaço perdido 

Se avoluma algo incontido 

Incontido, mas à desabrochar 

Como flor na primavera 

Cansada da espera 

Abre e põe perfume no ar 

Perfume doce, que agrada 

E assim como quem não quer nada 

Suavemente, a aromatizar 

E a consciência amofinar 

Como que insistente 

Pensamento intermitente 

Aos poucos à disciplinar 

E logo o processo todo, detonar 

Traz à tona, o que insitia 

Durante noite e dia


A já esperada afirmação 

Aquilo não era ilusão 

Era a certeza 

Que pela fineza 

Pela aproximação 

Aquilo era doida paixão 

Paixão que satisfaz 

A cabeça do incapaz 

Depois se toca 

É um perfeito idiota 

Idiota por se declarar 

Não podendo evitar 

Tamanha adoração 

Por uma futura desilusão 

O desassorado coração 

Como que de sopetão 

Insiste 

Ela resiste. . . 










GDaun
Enviado por GDaun em 07/10/2006
Reeditado em 07/10/2006
Código do texto: T258223

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Sobre o autor
GDaun
Lupércio - São Paulo - Brasil, 72 anos
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