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DA CORJA O PATRÃO

Muita gente vai se surpreender
Ninguém vai mesmo entender,
Mais fácil é lutar e vencer o demo.
Não espere, do alto, ajuda do Supremo

Quem sonha e pretende expurgar
Político esperto que só sabe roubar.
Mesmo alijado, à socapa, ele apronta,
Lisura de atos para ele é faz de conta.

Pela fraude em tudo tem muito amor
Chicotada da lei não lhe causa dor.
Blasfema. Tudo que ele diz é lorota,
Deita e rola, do povo ele faz chacota.

Tanta gente emprego a implorar
Ele diz: amanhã o sol vai brilhar...
Já tem áspera, dolorida e seca a goela
De tanto mentir para ganhar a querela.

Depois que ninguém venha a reclamar
Falta de saúde e de escola para estudar
Crianças que do país são a esperança,
Os filhos dele estudam na França.

Povo, tu és dessa corja o patrão,
Como tal devias ter mais atenção.
Empregado desonesto vai pro olho da rua
Sem direitos, preso por falcatrua.

Ainda tem gente que vende a alma
E diz com todas as letras e calma,
Ele rouba, mas muito ele faz,
Uma bolsa família me satisfaz.

Quem elegeu Collor, Maluf e Mentor
Terá quatro anos de muito amargor
Estendendo essa herança maldita
Para aquele que na justiça acredita.

08/10/06.
Maria Hilda de Jesus Alão
Enviado por Maria Hilda de Jesus Alão em 08/10/2006
Reeditado em 08/10/2006
Código do texto: T259163

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DA CORJA O PATRÃO - Maria Hilda de Jesus Alão
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Sobre a autora
Maria Hilda de Jesus Alão
Santos - São Paulo - Brasil
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Maria Hilda de Jesus Alão